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Abordagem complementar

Constelações Familiares.

Uma forma de olhar para a família de que vieste, e para o que dela ainda anda contigo sem tu saberes. Sessões individuais e em grupo.

O que é

Uma constelação é um trabalho em que se representa, no espaço da sala, o sistema familiar de uma pessoa. Outras pessoas presentes ocupam o lugar dos membros da família, e o que se vê de fora é aquilo que de perto costuma estar demasiado próximo para se conseguir olhar.

A ideia de base é simples: cada um de nós faz parte de um sistema que começou antes de nós. Há lugares que ficaram por ocupar, pessoas de quem se deixou de falar, perdas que nunca foram ditas em voz alta. Essas coisas não desaparecem por não se nomearem. Continuam a organizar o sistema por dentro, e às vezes chegam até nós como um peso que parece nosso mas é mais velho do que nós.

O trabalho é sobretudo de observação. Não se interpreta nem se aconselha, e não se resolve nada à pressa. Olha-se para o que aparece, dá-se lugar ao que estava sem lugar, e às vezes basta isso para alguma coisa assentar de outra maneira. Não é mágico nem é garantido, e não se promete mais do que isso. Mas quem passa por aqui costuma dizer que foi transformador.

O trabalho faz-se sempre a partir das ordens do amor, que é como quem diz: cada pessoa e cada história ficam no lugar que lhes pertence. Não se julga ninguém, e não se está ali para dar opinião sobre a vida de quem quer que seja. O que se procura é só ganhar perspectiva sobre aquilo que cada um trouxe.

Pode fazer-se em grupo, com outras pessoas a representar o sistema, ou individualmente, com outros recursos a ocupar esse lugar. As duas formas funcionam; a escolha costuma ter a ver com o momento em que cada pessoa está e com a vontade de pôr a sua situação à frente de um grupo.

Uma coisa que só se percebe quando se vai: no grupo, quem assiste também trabalha. Vê-se a história de outra pessoa e, pelo caminho, apanha-se boleia. Alguma coisa da nossa própria família, ou de um padrão que repetimos, aparece ali sem termos ido buscá-la. Por isso é comum sair-se de uma constelação em grupo com trabalho feito, mesmo sem se ter constelado.

Para trabalhar

O que se pode trazer.

Estes são exemplos. Podes trazer o que quiseres, desde que seja teu.

  • 01 Uma relação com um pai ou uma mãe que nunca chegou a assentar num sítio bom.
  • 02 Um padrão que se repete de geração em geração, e que já viste em ti sem querer.
  • 03 Um lugar vazio no sistema: alguém que morreu cedo, alguém de quem não se fala, alguém que saiu.
  • 04 A sensação de estar a viver uma vida que parece não ser bem a tua, e não saber a quem pertence.

Quem já passou por aqui

Senti-me completamente acolhida e senti também a sensibilidade e delicadeza com que foi feita a minha constelação. Por isso estou muito, muito grata.
S.Constelação Familiar

Para quem é

  • Quem quer olhar para a família de que veio, e para o que dela ainda anda consigo.
  • Quem repete um padrão que já viu noutras gerações.
  • Quem prefere ver antes de decidir, e não espera uma resposta.
  • Quem chega sabendo que isto é uma prática complementar, e não tratamento.

Quando é melhor esperar, ou procurar outra coisa

  • Se estás em crise, ou perto disso, não é altura. Falamos, e o trabalho espera por ti.
  • Se há uma doença psiquiátrica a decorrer e ninguém a acompanhar, isso vem primeiro.
  • Se procuras isto como substituto de psicoterapia, temos mesmo de falar antes.
  • Se esperas uma resolução, ou uma garantia de que resulta, é provável que saias de lá desiludido.
  • Se ainda não te apetecer falar da tua família à frente de gente que não conheces, faz a individual em vez do grupo.

As Constelações Familiares são uma prática complementar e não são um modelo terapêutico validado pela ciência psicológica. Não são psicoterapia nem intervenção psicológica, e não substituem acompanhamento clínico. Não se fazem diagnósticos e não se trata nada. Antes de marcares, pergunto-te sempre umas coisas: é para saber se este é o momento, e digo-to abertamente se me parecer que não.

Se estiveres em crise ou em risco, não esperes por mim: liga ao SNS 24, 808 24 24 24, ou ao 112.

Em dúvida, escreve-me primeiro. Prefiro que adies a que marques fora de tempo. Escreve para marta@serpaciente.pt.

Formatos

Duas formas de participar.

Formato 01

Sessão individual

Encontro a sós, online ou presencial em Cascais. Trabalha-se um tema concreto a partir do sistema familiar e relacional, ao teu ritmo.

Duração
1 hora
Valor
€ 80

Falar primeiro

Formato 02

Em grupo

Encontros em Cascais, com outras pessoas a representar o sistema. Quem vai pode trabalhar o seu tema ou participar na constelação de outra pessoa, que é trabalho na mesma. Datas anunciadas ao longo do ano.

Local
Cascais
Para assistir
€ 25
Para constelar o teu tema
€ 80

Não se paga no site. O pagamento faz-se quando confirmares a presença, depois de a data ser lançada.

Avisa-me quando houver datas

Não é inscrição nem compromisso: são duas perguntas sobre o que te dá jeito, só para eu dimensionar o grupo.

Se quiseres começar, começa por aqui.

A sessão individual está aberta. Se preferires falar antes de marcar, escreve.

Enquadramento

As Constelações Familiares são uma prática complementar. Não são um modelo terapêutico reconhecido pela ciência psicológica, não são psicoterapia nem intervenção psicológica, e não substituem acompanhamento clínico. A Ordem dos Psicólogos Portugueses publicou em 2019 um parecer nesse sentido, e este aviso está aqui para que ninguém chegue à espera de outra coisa.

Se o que precisas agora é acompanhamento clínico, o caminho certo é procurar um psicólogo ou um médico. Escreve-me e ajudo-te a encontrar.

Marta Fonseca, Facilitadora de Constelações Familiares.

Constelações Familiares

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